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Di Tanti Palpiti

Recital dia 20 de abril de 2018 às 19h00 na Fundação Manuel António da Mota

Entrada Livre

A estética e vocalidade do bel canto são normalmente associadas ao contexto operático italiano, mas o seu espírito e expressão são também encontrados em repertórios variados fora do universo da ópera. Este recital propõe um reencontro com canções de câmara para voz e piano compostas entre o séc. XIX e inícios do séc. XX, interpretadas com o acompanhamento de um pianoforte, o instrumento que antecedeu o piano moderno.

As canções incluídas neste programa remetem para expressões do bel canto em repertório de língua italiana e francesa, e que têm em comum a elegância e a interpretação fluída da coloratura vocal, características deste estilo. Embora o termo bel canto não tenha sido utilizado antes de meados do séc. XIX, esteve presente, enquanto estilo interpretativo, desde finais do séc. XVIII, influenciando também a canção de câmara. Entre os compositores apresentados incluem-se os italianos Vincenzo Bellini (1801-35), e 4 das suas ariette (compostas na década de 1820), Luigi Denza (1846-1922), compositor do famoso “Funiculì, Funiculà”, e Paolo Tosti (1846-1916) que, como Denza, se celebrizou por canções de estilo napolitano. O programa inclui também obras do compositor francês de origem venezuelana Reynaldo Hahn (1874-1947) que se dedicou sobretudo à composição de repertório vocal.

PAULO FERREIRA1 CV2018 20ABR Paulo Ferreira Foto

tenor

Estreou-se internacionalmente em 2011 ao lado de Anna Netrebko na grande sala da Kölner Philharmonie, e apresentou-se em prestigiados palcos em Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Suíça, Hungria, Eslováquia, Croácia, Suécia, Noruega e Itália. Como protagonista, interpretou repertório de ópera italiana e francesa do período romântico e verista. Com uma extensa atividade em oratória e concerto, destaca-se em interpretações do Requiem de Lloyd-Webber (ao vivo na RTVE em Madrid), 9ª Sinfonia e Christus am Ölberg de Beethoven, Petite Messe Solennelle de Rossini, Die Erste Walpurgisnacht de Mendelssohn e Messa da Requiem de Verdi.

Estudou na Academia de Música de Santa Maria, tendo prosseguido estudos com Oliveira Lopes. É aluno de Palmira Troufa, com quem começou a estudar como Tenor, e de Enza Ferrari. Estreou-se em ópera a convite do Círculo Portuense de Ópera. Foi recentemente reconhecido pela Opernwelt, como detentor de “uma excepcional técnica de canto e uma voz poderosa e metálica, que recorda Caruso (…) e que combina na perfeição com o que se pode esperar de um Tenor de ópera italiana, com especialização no repertório tardio-romântico”.

1 CV2018 20ABR Helena Marinho Foto

HELENA MARINHO

pianoforte


Tem apresentado recitais a solo e concertos de música de câmara com destacados intérpretes portugueses e estrangeiros nas principais salas e festivais portugueses, e também nos Estados Unidos, Brasil, Singapura, Índia, Itália, Inglaterra, Irlanda, França, Irlanda, Reino Unido, Espanha, Etiópia, Suécia e Noruega. A sua atividade divide-se entre projetos com piano moderno e pianoforte, tendo gravado ou participado em 12 CDs de repertório contemporâneo e clássico em ambos os instrumentos. Estreou várias obras de compositores portugueses e brasileiros, algumas a ela dedicadas. Enquanto pianista do Performa Ensemble e do Borealis Ensemble tem concebido e apresentado projetos apoiados pela DGArtes.

Foi aluna de Helena Sá e Costa e de Sequeira Costa, e estudou também pianoforte e cravo com Malcolm Bilson, Ketil Haugsand e Jacques Ogg. Prosseguiu estudos de investigação do repertório da era clássica na Universidade de Sheffield, onde concluiu o doutoramento.

É professora auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, onde tem liderado projetos de investigação artística sobre música portuguesa financiados pela FCT.